sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Intertextualidade em prática
Sabe, sinto como é bom ter amigos que te inspirem a escrever! Pois é, vai ver é como modelo que posa para o artista fazer a mais bela pintura...acho que isso foi piegas demais e meu texto não será comparado a mais bela pintura, mas foi uma questão de inspiração absoluta.
Tudo começa quando numa prosa, uma amiga me contou de um fato de sua vida e posso dizer o seguinte dele: ela recebera um livro com uma meia sua dentro. Não pude deixar o momento escapar. Lembrei logo do segundo filme de Harry Potter quando Dobby e libertado de sua escravidão. Portanto, se em algum momento de sua vida quiser libertar alguém ou a si mesmo de algum mal, simplesmente dê um livro com uma meia dentro, ou peça que o façam por você.
Pode ser descontraído como numa brincadeira: "Te liberto de lavar a louoça", "Te liberto daquele amigo chato";
Pode ser melancólico como numa despedida: "Te liberto de mim e de tudo aquilo que vivemos juntos: vai, agora vc está livre!";
Pode ser irônico como entregá-lo dentro de uma Bíblia: "Te liberto de todos os males, amém!";
Seja o que for, é uma boa maneira de se libertar alguém. Quando for independente talvez peça para ser libertada dessa maneira. Uma forma bem estranha, bem a-normal de independência e bem ficciosa. Mas se assim não for, e , pelo contrário, me aprisionarem no pinel, digo que valeu a tentativa, pois afinal de contas, me libertei de certa forma de um preconceito ou de uma morbidez que torna a vida em um marasmo. Azar daqueles que se prendem às engrenagens da sociedade amparada pelas normas da sociedade.
sábado, 21 de agosto de 2010
medo medo medo medo medo
Qual é o gosto da coragem? Se alguém souber preparar esse prato e me apresentá-lo, fico grata. Se tiver um tempero que facilite sua digestão e incorporação por meu organismo, melhor ainda.
Procuro na lembrança as oportunidades que tive para devorá-la, e como num sonho, acordei sem saber seu sabor: um vazio; um branco que após sua solidez, deixou um ponto de interrogação. Descobri, através de conversas cotidianas com amigos queridos, que ela vem recheada com força e atitude.
Lembrei: a interrogação foi substituída por uma exclamação ! Tudo que encontrei foi o medo. Deste eu lembro o gosto...um tempero tão doce que era prazeroso degluti-lo. As coisas vão se ajustando na mente e as imagens vão se desembaçando: é que quando precisava tomar uma decisão, o cardápio só oferecia duas opções, cada uma anulava a outra, de modo a não poder escolhê-las simultaneamente. Foi por causa desse dia que tenho hoje o sabor de minha vida mutável.
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Charada

O que é, o que é? Uma palavra que tem 7 letras e termina com "a"? Uma palavra que é restrita em suas sílabas mas seu tamanho é flexível: pode ser tão longa ou tão curta? Uma palavra que às vezes recorro, aliás, acho que todos já reccorremos algum dia? Uma palavra que não gosto mas ela me persegue: não conseguiria me sentir um pouco livre sem ela, e ao mesmo tempo me sinto tão presa aos seus efeitos sobre mim? Uma palavra que me corrompe e me corrói? É a antítese da liberdade: quanto mais se usa, mais ficamos refém dela. Algumas pessoas até a têm como combustível e a utilizam como se seu sobrenome fosse a mesma. Não é isso que eu quero, não é disso que eu preciso, não é isso que eu espero de mim. Simplesmente, no momento, estou atrelada a ela. Parte de uma cumplicidade: eu e ela, ela e eu.
Ela, o que é ela? Já adivinhou?
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
De esquerda
Hoje, dia 13 de Agosto é comemorado o dia dos canhotos! Bom, coincidentemente, sexta-feira treze...mas é com maestria que vim parabenizar a todos os esquerdistas do planeta! É devido ao programa Sem Censura, que em seu programa hoje, dentre outras coisas, comentou este fato, que a ideia de produzir este texto me veio à cabeça. Descobri, entre algumas dificuldades, algumas brilhantes faculdades que essas pessoas têm. Tenho inveja deles: segundo WIKIPEDIA, e a várias pesquisas científicas, acabei por saber que, sua facilidade com o lado esquerdo implica o maior funcionamento do lado direito do cérebro, que é geralmente associada à genialidade e correlacionada com habilidades artística e visual.
Acho que também existe um dia para os destros, como eu, mas não é comentado, afinal de contas, somos maioria...então para que um dia somente para os comuns? Descobri ainda, entre todas as coisas, que alguns gênios eram canhotos, a citar, Da Vinci, Einstein, Newton, Ayrton Senna...mas não consigo me recordar de nenhum destro, será que somos desprivilegiados de habilidades paranormais?
Descobri ainda um blog só para canhotos, mas não sei de algum só para os destros. É possível conferir, ainda neste blog o nome de famosos canhotos.Lembrei ainda, de um poema-pílula de Drummond que faz referência,ainda que com intenções diferentes das minhas aqui, aos canhotos, intitulado "Hipótese", do qual, por sinal, gosto muito:
E se Deus é canhoto
e criou com a mão esquerda?
Isso explica, talvez,
as coisas deste mundo.
e criou com a mão esquerda?
Isso explica, talvez,
as coisas deste mundo.
Parei para pensar e vi que tenho alguns amigos canhotos...será que são gênios? Talvez alguns deles me leiam agora; talvez, a partir de mim, descubram seu dom,e eu me sentiria congratulada por isso.
Já não sei qual é mais minha intenção por aqui: se é parabenizar os esquerdistas do mundo, se é postar minha leve indignação com a falta de "uni-vos" dos destros, enquanto os canhotos ganham o mundo,ou se...sei lá!
Só queria deixar claro, apesar de tudo, a minha admiração com essas pessoas que superam barreiras criadas por nós, de direita, como abridores de latas e grades de caderno (rs), além de preconceitos que sofrem diariamente,como a imagem criada de que olado esquerdo é "errado", "estranho", enfim...parabéns para vocês!!!!
terça-feira, 10 de agosto de 2010
X
Tudo-jogo-de-interesses
__Desde pequena ouvi dizer que o oposto do amor é o ódio. Aparentemente essa palavra é bem viável para ser o antagonismo do amor. Acontece que não percebia, e não parava para analisar - talvez até por minha ingenuidade e/ou falta de experiância própria - que um é a continuação do outro. Quando se interrompe o amor de uma maneira bruta, a sua metade vem para preencher o vazio que fica: o ódio toma conta do amante.
__Atenção! Não confundir raiva com ódio. O primeiro se tem em qualquer situação, o segundo, em minhas hipóteses, só acontece posteriormente ao que chamamos de amor.Como disse Martha Medeiros¹ num de seus textos, "O ódio é também uma maneira de se estar com alguém".
__Acrescida um pouco mais de anos de vida e capacidade de discernimento, achei o amor a cara e a indiferença a coroa. Sim, pois parece óbvio que para a cara é suposto que seja a entrega indicriminada de um ser para outro; entrega de carinho e atenção; entrega de presença física e abstrata. E, para a coroa, é suposto que seja a negação dessas entregas. Mas, mais que isso, é uma ausência de sentimento. Não se pode dizer que se constrói ou destrói algo. Simplesmente não se satisfaz com coisa alguma e não há maneira de atingi-la. Acho que é por esses motivos que questiono se a indiferença é realmente o contrário do amor. O amor é sentimento, é o preenchimento de algo que estava faltando. E para ter outra coisa que seja seu antônimo é preciso substituí-lo, não complementá-lo ou simplesmente deixar ali um vazio. Como disse ainda Martha Medeiros : " A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada".
___E, finalmente chego ao meu propósito. Antes de tudo refutei as sem razões do amor e seus complementos. Agora falo do que acredito ser veementemente a negação do amor: o interesse. Para mim, digo que o interesse é também um sentimento. Ele substitui o amor em suas mais sinceras intenções. O amor é complexo em sua raiz e definição, mas simples em suas atitudes e em seu reconhecimento. O interesse não, é objetivo e simples quanto a sua definição, mas possui mil facetas em suas intenções. A maneira com que joga é ampla e seus passos são misteriosos. Nunca se sabe fielmente o que a outra pessoa quer. O amor é prolixo, nunca se tem uma definição do por quê de amar; o interesse é pragmático. O amor é transparente,o interesse engana. Acho que o motivo de minhas palavras é um: tenho medo do interesse: de ser enganada: de me entregar ao que me explora: de me machucar com o amor que criei e com o interesse que recebi como resposta.Não que seja altruísta por completo e que seja santa, mas que tenha meus receios para com alguém que suspeito não gostar verdadeiramente de mim. Por favor, se esse alguém me lê, peço que tenha piedade comigo.
¹Martha Medeiros com seu texto "O contrário do amor".
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Das Habilidades
*Houve duas oportunidades em que pude testar minhas habilidades como jogadora. Seguido desses momentos, aparecera um texto que além de me rotular (positivamente), serviu como a carapuça do saci.
*Primeiro aconteceu de estar jogando damas com G. num dia qualquer. O jogo, desmerecido por ele (tenho minhas suposições do por quê) , foi levado com animação por mim. É com modéstia que digo que o superei de lavada e, para não deixá-lo triste, deixei-o fazer algumas poucas damas. Ele, decididamente, mas não com sua admissão, não gostou do jogo por não ter ganho, afinal de contas, segundo o próprio, damas é chato, bobo. E eu, após o triunfo, aproveitei o meu momento de, levemente, zombar dele: por que não ganhara um jogo tão idiota? Vai ver eu era "café-com-leite" e nem sabia...mas isso não muda os fatos: ganhei e pronto!
*A segunda oportunidade veio com minha aula de xadrez, ministrada por G., que segundo ele, sempre ganhava de seu tio, igualmente aprendiz como eu. Assim é fácil ser o nº 1...mas enfim, parti para minha primeira e única aula. Sempre pensara nesse jogo como sendo de nerd, e talvez o seja, pois a quantidade de horas que alguém deve ter que passar estudando as jogadas de cada peça não é mole não. Cada peça tem um jeito de andar, de comer, etc e tal. Ou eu sou realmente lerda, ou realmente se leva algum tempo e prática para assimilar as regras do xadrez. Admito que não consegui levar a partida até o final: a cada jogada que fazia era um integrante de meu "time" que se ia. Achei o jogo chato e de uma forma ou de outra, ele vencera.
*O seguinte fato que procedeu veio para dar a luz a questões não esclarecidas anteriormente. Veio a ocorrer que algum tempo depois, lendo um conto de "Histórias extraordinárias" de E. A. Poe achei o texto que justifica os acontecimentos que se passaram - palavras mais apropriadas não poderia achar, considerando uma questão de coincidência perfeita. O conto intitulado "Os crimes da Rua Morgue" contém tais palavras:
" (...) No entanto calcular não é o mesmo que analisar. Um enxadrista por exemplo, efetua uma dessas coisas sem esforçar-se quanto à outra. Segue-se daí que o jogo de xadrez em seus efeitos sobre o caráter mental, é muito mal compreendido (...) Aproveitei, pois esta ocasião para afirmar que as faculdades mais importantes da inteligência reflexiva agem de maneira mais decisiva e útil no simples jogo de damas do que em toda essa frivolidade complicada do xadrez. Neste último, onde as peças têm movimentos diferentes e estranhos, com valores vários e variáveis, o que é apenas complexo é considerado (erro nada incoomum) profundo. A atenção, aqui, é poderosamente posta em jogo. Se se descuida um instante, e se comete um engabo, os resultados implicam perda ou derrota. Como os movimentos possíveis não são apenas variados, como também complicados, as possibilidades de tais descuidos se multiplicam e, nove em cada dez casos, é o jogador mais atento o que vence, e não o mais perspicaz. No jogo de damas, pelo contrário, onde os movimentos são únicos e têm pouca variação, são diminutas as probabilidades de descuido e, como a atenção quase não é empregada, as vantagens obtidas por uma ou outra das partes são conseguidas devido a uma perspicácia superior. Exemplificando o que dissemos, suponhamos um jogo de damas em que as peças sejam reduzidas a quatro reis e onde, naturalmente, não é de se esperar qualquer descuido, É evidente que, aqui, a vitória só poderá ser decidida (achando-se os jogadores em igualdade de condições) pelo movimento recherché¹ resultante de um determinado esforço de inteligência (...)"
Após este argumentos pude chegar a uma conclusão:
Ele, atencioso; Eu, perspicaz ;)
¹Rebuscado
*Primeiro aconteceu de estar jogando damas com G. num dia qualquer. O jogo, desmerecido por ele (tenho minhas suposições do por quê) , foi levado com animação por mim. É com modéstia que digo que o superei de lavada e, para não deixá-lo triste, deixei-o fazer algumas poucas damas. Ele, decididamente, mas não com sua admissão, não gostou do jogo por não ter ganho, afinal de contas, segundo o próprio, damas é chato, bobo. E eu, após o triunfo, aproveitei o meu momento de, levemente, zombar dele: por que não ganhara um jogo tão idiota? Vai ver eu era "café-com-leite" e nem sabia...mas isso não muda os fatos: ganhei e pronto!
*A segunda oportunidade veio com minha aula de xadrez, ministrada por G., que segundo ele, sempre ganhava de seu tio, igualmente aprendiz como eu. Assim é fácil ser o nº 1...mas enfim, parti para minha primeira e única aula. Sempre pensara nesse jogo como sendo de nerd, e talvez o seja, pois a quantidade de horas que alguém deve ter que passar estudando as jogadas de cada peça não é mole não. Cada peça tem um jeito de andar, de comer, etc e tal. Ou eu sou realmente lerda, ou realmente se leva algum tempo e prática para assimilar as regras do xadrez. Admito que não consegui levar a partida até o final: a cada jogada que fazia era um integrante de meu "time" que se ia. Achei o jogo chato e de uma forma ou de outra, ele vencera.
*O seguinte fato que procedeu veio para dar a luz a questões não esclarecidas anteriormente. Veio a ocorrer que algum tempo depois, lendo um conto de "Histórias extraordinárias" de E. A. Poe achei o texto que justifica os acontecimentos que se passaram - palavras mais apropriadas não poderia achar, considerando uma questão de coincidência perfeita. O conto intitulado "Os crimes da Rua Morgue" contém tais palavras:
" (...) No entanto calcular não é o mesmo que analisar. Um enxadrista por exemplo, efetua uma dessas coisas sem esforçar-se quanto à outra. Segue-se daí que o jogo de xadrez em seus efeitos sobre o caráter mental, é muito mal compreendido (...) Aproveitei, pois esta ocasião para afirmar que as faculdades mais importantes da inteligência reflexiva agem de maneira mais decisiva e útil no simples jogo de damas do que em toda essa frivolidade complicada do xadrez. Neste último, onde as peças têm movimentos diferentes e estranhos, com valores vários e variáveis, o que é apenas complexo é considerado (erro nada incoomum) profundo. A atenção, aqui, é poderosamente posta em jogo. Se se descuida um instante, e se comete um engabo, os resultados implicam perda ou derrota. Como os movimentos possíveis não são apenas variados, como também complicados, as possibilidades de tais descuidos se multiplicam e, nove em cada dez casos, é o jogador mais atento o que vence, e não o mais perspicaz. No jogo de damas, pelo contrário, onde os movimentos são únicos e têm pouca variação, são diminutas as probabilidades de descuido e, como a atenção quase não é empregada, as vantagens obtidas por uma ou outra das partes são conseguidas devido a uma perspicácia superior. Exemplificando o que dissemos, suponhamos um jogo de damas em que as peças sejam reduzidas a quatro reis e onde, naturalmente, não é de se esperar qualquer descuido, É evidente que, aqui, a vitória só poderá ser decidida (achando-se os jogadores em igualdade de condições) pelo movimento recherché¹ resultante de um determinado esforço de inteligência (...)"
Após este argumentos pude chegar a uma conclusão:
Ele, atencioso; Eu, perspicaz ;)
¹Rebuscado
domingo, 1 de agosto de 2010
Chico Buarque
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega o destino pra lá
...
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega o destino pra lá
...
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Le Petit
Assistindo ao filme esta semana, achei-o merecedor de um post. O filme francês, "o Pequeno Nicolau" em português, é bem diverso do que estamos acostumados: conta a história de um menino, Nicolas, que vê sua vida mudada ao descobrir que terá um irmãozinho. Desconfiado que será preterido pelos pais, e até mesmo, abandonado na floresta, decide, com a parceria de seus amigos, tramar um plano para que essa criança não faça parte da família. Além de ser uma história cativante e própria para todas as idades,posso dizer ainda que o que chama a atenção são as crianças: dei gargalhadas com elas e cheguei até a chorar. É impossível não se divertir com as múltiplas personalidades que fazem parte do enredo e as engenhosidades de uma infância inocente, preocupada com uma situação aparentemente banal para um adulto, mas que invade o imaginário de uma criança de tal forma a deixa-la impaciente. Pode-se notar tambem, não só as preocupações de crianças, mas de adultos ocupados com as aparências e bajulações, propostas no filme principalmente pelos pais de Nicolas e suas relações com o chefe. Mas mesmo com essa leve crítica nas cenas relativas a este assunto, o humor não é posto de lado. Recomendo a todos assistirem a este enredo sensacional, que a crítica classifica como "aplaudindo de pé": não mentiu a este respeito.
sábado, 24 de julho de 2010
Por uma mídia sem máscara

Este documentário,"Muito além do cidadão Kane", realizado pela BBC em 1993 apresenta um panorama interessante sobre como foi o surgimento da TV Globo e suas repercussões ao longo de sua "vida". A manipulação é o foco do documentário e ainda podemos perceber como o poder público está ligado aos meios de comunicação, como ainda hoje existe,podendo ser visto escrachadamente em regiões do Nordeste, a citar o Maranhão.
Apesar de acreditar que algumas relações de dependência do telespectador tenham se alterado, principalmente com o advento da internet e novas tecnologias, acredito que boa parte do que foi mostrado na década de 1990 continua a ser verdade: os conglomerados de informação continuam a existir, a manipulação de fatos e acontecimentos é presente e a relação de coronelismo é notória.Assim como explicitado num artigo do site da associação de roteiristas ( ver em: ) grandes políticos, para não dizer Presidentes da República à época (década de 1990), responsáveis pela concessão de rádio e TV, se beneficiaram desse ato,conseguindo aumentar em um ano o seu mandato e aprovar a emenda de reeleição, tudo isso com o apoio de parlamentares ligados à empresas de telecomunicações.
Ainda noticiou-se recentemente,principalmente pela TV Record, a utilização da Globo de maneira irregular de uma área na zona sul de SP que, teoricamente, seria do Estado. Após o escândalo, José Serra oficializa uma parceria com a emissora de Roberto Marinho para a construção de uma escola técnica orientada para formação na área de mídia eletrônica.
Há também aqueles fatos em que jornalistas e apresentadores são demitidos de cargos e programas de televisão simplesmente por tentar romper com um certa máscara política. Assim aconteceu com Gabriel Priolli, (ex)diretor de jornalismo da TV Cultura, que tentou direcionar uma reportagem sobre os pedágios paulistas, e o apresentador do Roda Viva, Heródoto Barbeiro, que numa entrevista com José Serra, atual candidato à presidência da república, incluiu perguntas capiciosas em seu programa sobre os pedágios paulistas também
É essa a liberdade de imprensa que temos. Não é algo recente: a troca de favores e parcerias sempre estiveram presentes. Uma imprensa brasileira que mascara fatos e atitudes, proibe denúncias que, uma vez desrespeitadas, sofrem punições individuais como mostradas acima. Acho que a internet tem o potencial de burlar essas barreiras. Todos temos capacidade de acabar com essas falsificações e denunciar um jornalismo de certa forma complexamente corrupto.
REFERÊNCIAS:
-Sites:
Associação brasileira de roteiristas:
CMI Brasil:
Portal R7 - Record:
Carta Maior:
Café na política:
domingo, 18 de julho de 2010
Inocência
udo começou com uma brincadeira: fingir que estava chateada, zangada e posteriormente possessa com aquela situação banal. Tudo charme. Não passava de brincadeira mesmo. Mas o que era besteira tornou-se verdade, incorporei realmente aquele estado de espírito e, sem eu mesma entender porque, aquilo já fazia parte de mim.Você perguntou se aquilo era realmente verdade, perplexo, talvez, com a inutilidade daquela situação, e eu, na minha ânsia do esquisitamente inevitável sentimento, respondi que sim.
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Realidade inventada

Receio que com estas palavras iniciais e com esta foto fuja ao meu propósito. Vim falar sobre a realidade inventada, sim, aquela que Clarice desejava. Talvez uma que possa ter meus sonhos mais distantes realizados e um mundo em que possa cativar todas as pessoas que amo e que me fazem feliz. Uma realidade que apesar dos desenganos e desilusões que sofra, ainda possa saber que essa apimentada não me impede de ser satisfeita com que tenho.
Mas, acabando com a digressão(desviei meu foco como supus anteriormente), parto para o texto que fará jus ao título do post. É engraçado como às vezes criamos expectativas para alguém que gostamos: montamos um esteriótipo de Ser para cada amigo ou amante, e quando ele/ela nos decepciona, fugindo do esperado, a primeira coisa que fazemos é refutar os fatos, refutar a ideia de traição. Traição da confiança que projetamos, de tudo aquilo que tanto esperamos receber como resposta da sua simples presença; traição do mínimo com o qual gostaríamos de ser presenteados.
Talvez isso seja amor. Talvez esse amor seja sinônimo de extra confiança e assim rejeitamos qualquer ideia de imperfeição e de humanidade. Sim, as pessoas erram, ou melhor, num tom bem eufemístico: as pessoas são pessoas. São feitas de matéria orgânica e subconsciente ativo, emoções à flor da pele e compostas de uma alma prolixa. Ninguém é perfeito o tempo todo. Somos pequenas partículas nesta elipse e de vez em quando permanecemos na órbita errante. Queremos, ainda que involuntariamente, uma realidade inventada para suprir nossas necessidades emocionais.
domingo, 20 de junho de 2010
Reflexões literárias

É engraçado como alguns livros captam sua atenção e admiração. Começamos a ler sem nenhuma obrigação é lógico, e o que era apenas uma leitura torna-se uma obssessão: anseia-se pelo final, e quando este chega não nos conformamos com seu fim, com a ideia de que toda aquela narração era uma ficção e que previsivelmente aquela história tem um desfecho que independe da sua opinião ou esperança. Enfim, posso dizer da invenção de Morel que fora um livro tranquilo e gostoso de ler. De minha parte houve várias suposições sobre o suspense do livro. Fiz-me indagações e mudei de ideias algumas vezes. Mais que isso, o livro de Bioy Casares gera um reflexão e no meio da narrativa acabei anotando uma frase que me chamou a atenção: "Na solidão é impossível estar morto". Carregada com um tom filosófico , por que não se perguntar o que nos faz estar vivos? Qual a falta que nos move?
Livro não menos cativante é o da Lygia Fagundes Telles. As três meninas no qual se foca o enredo são dignas de encantamento, é certo que varia de acordo com a identificação do leitor, mas poderia arriscar dizer que Lorena é a que mais envolve, talvez até por ela ser uma das que mais escreve em primeira pessoa no livro.
O livro conta a história de três amigas que vivem na época da ditadura militar e que possuem perspectivas e propósitos diferentes de vida. Igualmente como Morel, porém com mais intensidade, este livro me capturou e anotei algumas passagens, uma delas seria a seguinte: "Quero te dizer também que nós, as criaturas humanas, vivemos muito(ou deixamos de viver) em função das imaginações geradas pelo nosso medo. Imaginamos consequências, censuras, sofrimentos que talvez não venham nunca e assim fugimos ao que é mais vital, mais profundo, mais vivo. A verdade, meu querido, é que a vida, o mundo desdobra-se sempre às nossas decisões. Não nos esqueçamos das cicatrizes geradas pela morte. Nossa plenitude, eis o que importa. Elaboremos em nós as forças que nos farão plenos e verdadeiros."
Desta forma, fica difícil não pensar nas neuroses que nos prendem aos mais punitivos pensamentos e às restrições que nos impomos. Mais do que leitura e entretenimentos, de alguns livros podemos tirar ensinamentos e questionamentos. São livros repletos de reflexões, sejam elas intencionais ou não.
sábado, 5 de junho de 2010
Concurso da megazine
Bom, só para atualizar, segue abaixo o primeiro(e único) texto que mandei em março para o concurso do blog megazine, do jornal O GLOBO:
Oráculo de Delfos
Pensar no futuro é um grande desafio e, possivelmente, um vazio absoluto. Cheguei aos meus 17e não quero saber como sairei dele. Seria possível criar um "Oráculo de Delfos"? Mas que deixe claro: um na versão século XXI. Não aquele que pudesse acabar com todo o mistério e excentricidade do futuro, porém um que congelasse meu presente e o tornasse não só imortal na lembrança, fazendo possível reviver meus melhores momentos. Acho que já não estou tão certa sobre o título do post: melhor seria dizer - Máquina do tempo.
Como se percebe, não ganhei...rs...senão não estaria tão neutra quanto a este assunto, provavelmente falaria com muitto orgulho da conquista. Não que escrever minhas palavras não seja um orgulho, mas é tão cotidiano que não me faz pular de alegria, pelo menos não exteriormente e explicitamente.
Oráculo de Delfos
Pensar no futuro é um grande desafio e, possivelmente, um vazio absoluto. Cheguei aos meus 17e não quero saber como sairei dele. Seria possível criar um "Oráculo de Delfos"? Mas que deixe claro: um na versão século XXI. Não aquele que pudesse acabar com todo o mistério e excentricidade do futuro, porém um que congelasse meu presente e o tornasse não só imortal na lembrança, fazendo possível reviver meus melhores momentos. Acho que já não estou tão certa sobre o título do post: melhor seria dizer - Máquina do tempo.
Como se percebe, não ganhei...rs...senão não estaria tão neutra quanto a este assunto, provavelmente falaria com muitto orgulho da conquista. Não que escrever minhas palavras não seja um orgulho, mas é tão cotidiano que não me faz pular de alegria, pelo menos não exteriormente e explicitamente.
domingo, 9 de maio de 2010
Ah...o amor!
Mais curtas em http://portacurtas.com.br
"...
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe porque ama, nem o que é amar
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência, não pensar..."
(Fernando Pessoa)
É possível não amar?
E se não amando, como contar às próximas gerações a vida mal amada?
Ah...o amor!
sexta-feira, 7 de maio de 2010
O corpo morto do homem

Central do Brasil, exatamente 19:15 hr, plataforma 7. Já pensara algumas vezes em escrever sobre como funciona, mais ou menos, a vida de um passageiro de trem. Pensara ainda em contar como é o caos no horário de rush, destacando que de tão trágico que é a disputa por um lugar sentado na viagem, chega a ser cômico.
Mas não é por esses motivos que sou impelida a escrever, e sim por uma situação ainda mais desconsertante: um homem morreu na linha do trem. Pois é, isso mesmo. Tudo começou quando ia pegar o trem para Santa Cruz, que geralmente se situa na plataforma 6. Porém, ao chegar lá, todos eram empurrados pelo apito do guarda ferroviário para retornarem. Ouvindo-se o burburinho do povo descobre-se que o motivo é simples: um homem morreu. Mas como assim? Morreu de que? "Morte morrida"? "Morte matada"? Foi então que meu espírito jornalístico aliado a minha leve curiosidade levaram-me a pressionar minha mãe para perguntar ao guarda o que ocorrera realmente. É lógico que fora mais uma questão jornalística que uma curiosidade(aham, sei...) - ossos do ofício - e assim obtive através de mãezinha uma resposta bem direta do guarda "Não sei de nada. Cheguei aqui agora". Ok, Dona Ignorância mandou lembranças. Nos distanciamos com o gelo que recebemos.
Logo mais- passando para outras plataformas a espera do veículo que nos transportaria para casa; estressada com a não proposital(creio eu) forma de nos fazer de "barata tonta" - pude ver o corpo morto. Pensei ficar mais espantada com a visão, mas me surpreendi comigo mesma. Um vendedor ambulante acaba por retratar a morte como sendo consequência de um atropelamento. Acabei por me satisfazer com esta explicação superficial e dei créditos a sua palavra.
Enfim, acho que cheguei a meu propósito. Não são mais 19:15 hr e não estou mais na central do Brasil. São exatamente 19:50 e não sei aonde estou. Só sei que estou a caminho de casa para finalmente divulgar estas palavras, fazer trabalhos no computador e quem sabe, finalmente ir dormir. Me despeço no estilo Renata Bernardes: uma boa noite a todos voccês.
Ps:Mais tarde, escutando a CBN, descobri que o homem fora esfaqueado e caíra na linha.
domingo, 2 de maio de 2010
100 anos de história
(Ballet Carmen interpretado por Svetlana Zakharova)
Hoje(02/05/2010) o Thetro Municipal do Rio de Janeiro finalmente reabre suas portas num esquema de "soft opening", ou seja, uma abertura parcial, visto que as obras ainda não foram concluídas.
Para este tão esperado dia fora escolhido o balé Carmen como inauguração, sendo este apresentado pela primeira vez no Brasil.Carmen é uma criação de Roland Petit baseada na ópera de Bizet, com música ecoreografia penetrantes. A apresentação estará disponível do dia 2 ao dia 9 de maio com ingressos variando de $12(galeria) a $252(camarote).
Mias informações:http://www.governo.rj.gov.br/noticias.asp?N=58277
sábado, 1 de maio de 2010
Desentendimento
Um dia uma amiga, amiga mesmo, disse - "entendi nada do seu blog"- fiquei me perguntando o porquê. Se me recordo bem ela ainda reiterou: "qual o objetivo?fala sobre o que?". Bom, se você achar que a vida é nada, então digo que lhe fala sobre nada! Escrevo o que se passa em minha vida e as lições que tiro dela(ainda que com um pouco de prolixidade-com o tempo isso melhora). Pensei num tema:vida. Um tanto piegas talvez, mas sincero.
Ser lido tem essas complicações.Você escreve. Alguém lê. A mensagem chegou? Lembrando um pouco da aula de artes na faculdade e discutindo nela sobre arte contemporânea, escrever é parecida com esta, talvez seja a própria...mas isso é prosa pra outra hora. A questão aqui é que algumas palavras são revestidas de incompreensão pelo leitor e consideradas bizarras. Contudo o objetivo aqui não é meramente ilustrativo, é essência também.É transmitir sensações, expressar sentimentos e tentar que a mensagem chegue de alguma forma. Chegou?
Ser lido tem essas complicações.Você escreve. Alguém lê. A mensagem chegou? Lembrando um pouco da aula de artes na faculdade e discutindo nela sobre arte contemporânea, escrever é parecida com esta, talvez seja a própria...mas isso é prosa pra outra hora. A questão aqui é que algumas palavras são revestidas de incompreensão pelo leitor e consideradas bizarras. Contudo o objetivo aqui não é meramente ilustrativo, é essência também.É transmitir sensações, expressar sentimentos e tentar que a mensagem chegue de alguma forma. Chegou?
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Sei Lá
haha..uma música bonita e melancólica de Tom Jobim para refletir!
Tem dias que eu fico pensando na vida
E sinceramente não vejo saída
Como é por exemplo que dá pra entender
A gente mal nasce e começa a morrer
Depois da chegada vem sempre a partida
Porque não há nada sem separação
Sei lá,
Sei lá
a vida é uma grande ilusão
Sei lá,
Sei lá,
eu só sei que ela está com a razão
Sei lá,
Sei lá
a vida é uma grande ilusão
Sei lá,
Sei lá,
eu só sei que ela está com a razão
ninguem nunca sabe que males se apronta
Fazendo de conta, fingindo esquecer
Que nada renasce antes que se acabe
E o sol que desponta tem que anoitecer
De nada adianta ficar-se de fora
A hora do sim é o descuido do não
Sei lá,
Sei lá
Só sei que é preciso paixão
Sei lá,
Sei lá
A vida tem sempre razão
Sei lá,
Sei lá
Só sei que é preciso paixão
Sei lá,
Sei lá
A vida tem sempre razão
Tem dias que eu fico pensando na vida
E sinceramente não vejo saída
Como é por exemplo que dá pra entender
A gente mal nasce e começa a morrer
Depois da chegada vem sempre a partida
Porque não há nada sem separação
Sei lá,
Sei lá
a vida é uma grande ilusão
Sei lá,
Sei lá,
eu só sei que ela está com a razão
Sei lá,
Sei lá
a vida é uma grande ilusão
Sei lá,
Sei lá,
eu só sei que ela está com a razão
ninguem nunca sabe que males se apronta
Fazendo de conta, fingindo esquecer
Que nada renasce antes que se acabe
E o sol que desponta tem que anoitecer
De nada adianta ficar-se de fora
A hora do sim é o descuido do não
Sei lá,
Sei lá
Só sei que é preciso paixão
Sei lá,
Sei lá
A vida tem sempre razão
Sei lá,
Sei lá
Só sei que é preciso paixão
Sei lá,
Sei lá
A vida tem sempre razão
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Das Positivas
A morte tem um cheiro ruim. Sim, ela tem cheiro. Algi ligado à biologia mas que fica impregnado de sentimento. Quando a sentimos chegando, ou melhor, indo embora com alguém que amamos, somos revestidos por uma sensação de impotência inigualável.
Senti-me assim com a morte de uma cachorra. Pode parecer besteira mas esse animal significa tanto quanto qualquer ser humano. E a sensação foi ainda pior pois não me despedi nem fiz o máximo que pude para evitar tal tragédia, tão costumeira mas tão inconformável!
Fiquei ainda mal quando percebi que minha outa amiguinha, a Kira, ficaria sem compania do mesmo porte. Talvez elas realmente se entendessem à seus modos. Será que o "feeling" de solidão tomou conta dela? Pois bem, não estarei t~\o presente em casa e disponível, visto que a faculdade agora me tomará o tempo, e os carinhos e atenções ficarão escassos da minha parte. Enfim, torço para que ela supere.Nunca, ou melhor dizendo, ainda não tive o sentimento de estar sozinha no mundo.Porém sei que esse dia irá chegar e não será fácil.
Não que não possua amigos ou pessoas que me amem, mas cheguei a uma conclusão em uma prosa com uma amiga: aparece o dia em que você percebe que suas escolhas só dependem de se próprio. Isso é ser independente. É ter a consciência que és livre, responsável pelos seus atos e que, boa parte da vezes, somos a melhor compania que temos. É poder olhar para o espelho(sozinho),encarar seu reflexo e ter a noção de que se vc sorrir terá de volta um sorriso. Basta se aceitar e repetir o que Clarice(Lispector) disse:
"...Que minha solidão me sirva de compania, que eu tenha coragem de me enfrentar, que eu saiba ficar com o nada e mesmo assim me sentir como se estivesse plena de tudo."
Senti-me assim com a morte de uma cachorra. Pode parecer besteira mas esse animal significa tanto quanto qualquer ser humano. E a sensação foi ainda pior pois não me despedi nem fiz o máximo que pude para evitar tal tragédia, tão costumeira mas tão inconformável!
Fiquei ainda mal quando percebi que minha outa amiguinha, a Kira, ficaria sem compania do mesmo porte. Talvez elas realmente se entendessem à seus modos. Será que o "feeling" de solidão tomou conta dela? Pois bem, não estarei t~\o presente em casa e disponível, visto que a faculdade agora me tomará o tempo, e os carinhos e atenções ficarão escassos da minha parte. Enfim, torço para que ela supere.Nunca, ou melhor dizendo, ainda não tive o sentimento de estar sozinha no mundo.Porém sei que esse dia irá chegar e não será fácil.
Não que não possua amigos ou pessoas que me amem, mas cheguei a uma conclusão em uma prosa com uma amiga: aparece o dia em que você percebe que suas escolhas só dependem de se próprio. Isso é ser independente. É ter a consciência que és livre, responsável pelos seus atos e que, boa parte da vezes, somos a melhor compania que temos. É poder olhar para o espelho(sozinho),encarar seu reflexo e ter a noção de que se vc sorrir terá de volta um sorriso. Basta se aceitar e repetir o que Clarice(Lispector) disse:
"...Que minha solidão me sirva de compania, que eu tenha coragem de me enfrentar, que eu saiba ficar com o nada e mesmo assim me sentir como se estivesse plena de tudo."
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Laissez faire, laissez passer
Sabe quando você fica irritado com alguém ou com alguma situação?Pois é, fora assim que repentinamente me veio à cabeça uma frase que não imaginava lembrar: "Laissez faire, laissez passer, le monde va de lui même". Pensei nessa frase como sendo bem condizente com a vingança mas, passada a raiva, achei-a mais próxima de uma espécie de energia que o mundo traz consigo. É como se tudo que acontece está no seu devido lugar e razão. Ser orientado não pelo conformismo, porém pela certeza de que tudo tem seu tempo dentro das medidas exatas!
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